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Renata Daguiar reúne 400 pessoas na estreia do Brasil na Copa

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Pagode, telão e clima de união marcaram a noite de torcedores que acompanharam juntos o empate da Seleção Brasileira contra o Marrocos

A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 reuniu cerca de 400 pessoas na noite deste sábado (13), na EQS 102/103 da Asa Sul. Promovida pelo Instituto Reciclando o Futuro, a iniciativa gratuita transformou a quadra em um grande ponto de encontro para torcedores de diferentes idades, que acompanharam em um telão a estreia da seleção brasileira.

A programação começou ainda no fim da tarde com apresentação da banda Sente o Clima. Conhecido por mesclar clássicos do pagode romântico com a energia do samba raiz, o grupo animou o público antes do apito inicial. Barraquinhas de comidas e bebidas completaram a estrutura preparada para receber os participantes.

A proposta do encontro nasceu do desejo de fortalecer os laços sociais por meio de um dos momentos mais aguardados do país: a Copa do Mundo.

“É isso que o torneio traz pra gente, a comunhão. Ver famílias reunidas e amigos torcendo lado a lado, compartilhando esse momento, mostra como o esporte tem o poder de aproximar e criar conexões”, explica a fundadora do Instituto Reciclando o Futuro, Renata Daguiar, que participou da programação ao lado da família.

Dentro de campo, a partida trouxe emoções do início ao fim. O Marrocos começou melhor, pressionou a saída de bola brasileira e dominou os minutos iniciais. A equipe africana abriu o placar aos 21 minutos do primeiro tempo com Saibiri, após explorar os espaços deixados pela defesa adversária. Em frente à tela gigante, a tensão tomou conta do público.

A cada investida marroquina, crescia o receio de uma derrota no primeiro compromisso da Seleção no Mundial. O cenário mudou aos 31 minutos, quando Vinicius Júnior recebeu pela ponta esquerda, passou pela marcação e acertou um belo chute para empatar a partida.

Os olhos permaneciam fixos no telão. A cada ataque do Brasil, cresciam a expectativa e a esperança de uma virada. Por algumas horas, diferenças deram lugar a uma torcida única, reunida pelo desejo de ver o time começar bem sua caminhada na Copa.

O gol devolveu a confiança dos torcedores e renovou o otimismo para o restante do duelo. No segundo tempo, a Seleção conseguiu equilibrar as jogadas e passou a criar mais oportunidades, mas o placar permaneceu inalterado até o apito final.

Entre os presentes estava a aposentada Marilza Marques Fernandes, de 68 anos. Natural de Campo Grande (MS), ela chegou a Brasília no último domingo para visitar o filho, Alessandro Leal, e aproveitou a oportunidade para conhecer o Instituto acompanhada dos netos Lis Sales Leal, de sete anos, e Otto Sales Leal, de cinco.

“Eu achei muito importante. Isso é um incentivo para as pessoas se unirem, conversarem, fazerem amizade. Isso é muito bonito”, destacou.

Ao lado da mãe e dos filhos, o bancário Alessandro Leal, de 48 anos, assistiu a toda a partida.

“Esse era o jogo mais difícil. A expectativa continua muito positiva para os próximos desafios, e acredito que o Brasil tem tudo para vencer as próximas duas partidas”, afirmou.

Ao final da noite, pouco importavam o frio ou a chuva que insistiam em cair sobre a região. Naquela quadra da Asa Sul, prevaleceu a emoção compartilhada e a força que o futebol tem para reunir pessoas em torno de uma paixão comum.

Outras unidades do Instituto Reciclando o Futuro também promoverão a transmissão dos jogos em telões e atividades voltadas para as comunidades do Distrito Federal e Entorno.

Da Redação 

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