Evento reuniu autoridades e representantes de nove municípios para discutir prevenção à violência, proteção e fortalecimento das políticas públicas
Cidade Ocidental recebeu, na segunda-feira (21), representantes de diferentes municípios do Entorno do Distrito Federal para uma conversa que colocou a proteção das mulheres no centro da agenda regional. Realizado na Câmara Municipal, o 1º Encontro Regional pela Vida das Mulheres, com o tema “O Entorno que protege e cresce”, reuniu autoridades, profissionais e representantes da sociedade civil.
Um dos momentos mais importantes da programação foi a assinatura do Termo de Compromisso para a constituição do Pacto Regional pela Vida das Mulheres. A iniciativa reúne nove municípios e pretende aproximar as estruturas de atendimento e prevenção à violência, criando uma atuação mais integrada entre as cidades.
A proposta segue as diretrizes do Pacto Brasil contra o Feminicídio e envolve a união de políticas públicas e dos órgãos que trabalham diretamente na proteção das mulheres. A ideia é que as ações considerem as diferentes realidades encontradas na região, inclusive os aspectos relacionados a gênero, raça e etnia.
A mesa principal teve a presença da secretária de Políticas para Mulheres, Fran Medeiros; do prefeito de Cidade Ocidental, Lulinha Viana; da vereadora Ivone Souto; da ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros; e da ministra das Mulheres, Márcia Lopes.
Também estiveram no encontro a primeira-dama e secretária de Assistência Social, Josy Santos; o presidente da Câmara, Zé Divino; a prefeita de Santo Antônio do Descoberto, Jessica Aparecida Ribeiro; e a vice-prefeita de Cristalina, Luciana Cândida. A representação dos municípios foi ampliada com a presença de Suely Maria, de Águas Lindas de Goiás; Juliana Roriz, de Luziânia; Kamily Bertoldo, de Planaltina de Goiás; e Lucia Carvalho, de Santo Antônio do Descoberto. 1Entre os convidados estavam ainda a Dra. Ítala Schmidt, a Dra. Isabela Bittencourt, o representante da SUDECO, Peniel Pacheco, e a psicóloga Marli Lessa, além de secretários municipais, assessores e moradores de Cidade Ocidental.
Violência também se combate com informação
A programação não ficou restrita aos discursos. Uma apresentação teatral chamou a atenção do público para situações que podem aparecer dentro de um relacionamento e que, muitas vezes, acabam sendo ignoradas no início. A encenação abordou a manipulação e os primeiros sinais de violência contra as mulheres.
A escolha da linguagem teatral ajudou a levar o tema para mais perto do cotidiano, mostrando que reconhecer determinados comportamentos pode ser importante para procurar ajuda antes que a situação se agrave.
Durante o encontro, a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, chamou atenção para outro aspecto da discussão: a necessidade de considerar a questão racial nas políticas de enfrentamento à violência.
A ministra destacou que as mulheres negras estão entre as mais atingidas pela violência e defendeu uma atuação conjunta entre as políticas de igualdade racial e as ações voltadas à proteção das mulheres. Também ressaltou a importância da participação da sociedade na construção dessas políticas.
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, falou sobre o trabalho conjunto dos nove municípios e destacou a importância de conhecer melhor a realidade de cada região. Para ela, diagnósticos que levem em conta gênero, raça e etnia ajudam a orientar as políticas e os serviços oferecidos à população.
Uma discussão que vai além de uma única cidade
Por isso, a integração entre os municípios pode facilitar o diálogo entre os órgãos públicos e ajudar a tornar mais próximos os serviços de orientação, acolhimento e proteção.
Nesse contexto, Cidade Ocidental assumiu o papel de anfitriã de uma discussão que pretende continuar depois do encerramento do evento. A proposta é fortalecer uma rede regional capaz de trabalhar de forma mais próxima na prevenção da violência e na proteção das mulheres.
O encontro terminou com a perspectiva de que o pacto não seja apenas um documento assinado, mas um ponto de partida para novas ações entre os municípios.
A mensagem deixada ao longo da programação foi simples: proteger as mulheres exige informação, presença do poder público, serviços preparados e participação da sociedade. E, no Entorno, a aposta apresentada em Cidade Ocidental é que esse trabalho seja feito de forma conjunta.
Da Redação