ESCOLA SEM PARTIDO pode acabar por falta de apoio

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O fundador do movimento disse, em declaração, que o “esquecimento” do Escola Sem Partido é frustrante. “Desde o início do governo de transição, não me lembro de tê-lo [Bolsonaro] ouvido falar em Escola sem Partido. Por alguma razão, o tema sumiu do radar do Presidente”.

Ele afirmou ainda que ficou esperando um contato por parte do MEC, que não aconteceu. “Em fevereiro, tentei marcar uma audiência com o Ministro Vélez. Ligava, deixava recado, e não retornavam a ligação. Finalmente, consegui. No dia marcado, porém, o Ministro se desculpou dizendo que havia surgido um compromisso urgente… Uma assessora insistiu que o Ministro fazia questão de falar comigo; disse que ligaria na semana seguinte para marcar outra reunião, mas não ligou. Fiz papel de bobo”. 

Foram feitas tentativas de contato com o novo ministro da Educação, Abraham Weintraub: “Na posse do atual Ministro da Educação, foram proferidos dois longos discursos, um de Bolsonaro, outro do empossando. Incrivelmente, nenhum deles sequer tocou no problema da doutrinação e da ideologia de gênero. Nem uma palavra sobre Escola sem Partido. Em junho, a deputada Bia Kicis ‒ que é autora do projeto Escola sem Partido na Câmara ‒ pediu para que eu a acompanhasse em uma reunião com o Ministro Weintraub. Fomos, mas não conseguimos muita coisa. O ministro estava mais preocupado em falar do que ouvir”.

Ainda segundo Nagib, quando o MEC divulgou os planos do ministério para os próximos 3 anos e 5 meses de governo e nada foi dito sobre doutrinação, ideologia de gênero e Escola sem Partido. “Tudo isso é muito frustrante para nós. A reforma da previdência explica e justifica perfeitamente que o Projeto Escola sem Partido não esteja tramitando no Legislativo. Mas e o Executivo? O Executivo poderia ao menos escutar as sugestões do nosso movimento. Mas nem isso”. 

Sem o apoio de Bolsonaro, diz o fundador do ESP, em referência à liderança política do Presidente, “o ESP dificilmente conseguirá avançar. Batemos no teto. Nas nossas redes sociais, possuímos cerca de 300 mil seguidores. Ora, isso não é nada, se pensarmos no número de pessoas impactadas, direta ou indiretamente, pela propaganda ideológica, política e partidária que come solta nas escolas e universidades”.

Escola Sem Partido 

O Programa ESP é uma proposta de lei que torna obrigatória a afixação em todas as salas de aula do ensino fundamental e médio de um cartaz com conteúdo de orientação quanto aos direitos e deveres do professor.

por: Bruna de Pieri

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