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Instituto Reciclando o Futuro firma parceria com Associação Mães Guerreiras na Estrutural

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Nova sede fortalece atendimento social a mais de mil famílias em situação de vulnerabilidade

A solidariedade que começou dentro de uma casa simples na comunidade da Estrutural ganha um novo capítulo. O Instituto Reciclando o Futuro firmou parceria com a Associação Mães Guerreiras para fortalecer o trabalho social realizado na região e garantir uma estrutura mais segura e adequada para as famílias atendidas.

Criada em 2019 por Maria Guerra de 45 anos, a Associação Mães Guerreiras surgiu durante a pandemia. Na época, muitas famílias enfrentavam dificuldades para ter acesso às doações distribuídas na região. Sensibilizada com a situação, Maria passou a acolher mães e crianças dentro da própria casa.

O projeto começou com cerca de 20 mães e cresceu rapidamente. A residência virou espaço de acolhimento, distribuição de alimentos, roupas e apoio social. Com o aumento da demanda, Maria decidiu deixar o imóvel para que o local ficasse totalmente dedicado à associação.

“Primeiro eu dei a minha cozinha para a associação. Daqui a pouco eu saí da sala e fiquei só no quarto com meu filho. Quando eu vi, já estávamos atendendo 160 mães. Não tinha mais como continuar daquele jeito”.

Com o tempo, a antiga estrutura improvisada passou a apresentar riscos. O espaço sofria com infiltrações, alagamentos durante as chuvas e até entrada de animais peçonhentos, o que dificultava o trabalho dos voluntários e colocava as famílias em risco.

Foi nesse contexto que o Instituto Reciclando o Futuro conheceu a associação.

“Foi aí que conhecemos a Renata Daguiar. Eles perguntaram qual era a nossa maior necessidade e nós falamos que precisávamos sair do barraco de madeirite. E eles abraçaram essa causa”, conta.

A parceria possibilitou a construção de um novo galpão com banheiros, cozinha e um espaço amplo para atender as famílias da Estrutural e de Santa Luzia. Hoje, a Associação Mães Guerreiras presta assistência a mais de mil famílias, com acolhimento, apoio social e projetos voltados para mulheres e crianças da comunidade.

Durante o evento, a fundadora do Instituto Reciclando o Futuro, Renata Daguiar, agradeceu o apoio recebido ao longo da trajetória do projeto e destacou a importância da união.

“Ver esse projeto crescendo e transformando vidas é muito emocionante para todos nós. Nada disso seria possível sem a união, a força e o carinho de cada pessoa que acredita nesse trabalho”.

A participante da associação Maria Francisca Silva, de 52 anos, acompanha o trabalho das Mães Guerreiras desde o início do projeto. Mãe de um menino de nove anos, ela destacou a importância do reforço escolar oferecido pela instituição para o desenvolvimento do filho

“Meu filho participa do reforço aqui e os professores são muito bons. É algo fundamental para a vida dele. Eu só tenho a agradecer a todas as mulheres que estão nesse projeto. Elas são guerreiras mesmo”.

O evento reuniu cerca de 400 pessoas e contou com atividades para as crianças e famílias da comunidade. A programação teve distribuição de lanches, pipoca, algodão-doce e brinquedos infláveis. O público também acompanhou apresentações das mães da associação e das crianças, que cantaram em agradecimento pelo novo espaço.

Da redação

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