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Reservatórios cheios: novo modelo de gestão garante abastecimento e segurança hídrica no DF

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Desde 2025, a Adasa adota estados hidrológicos nos reservatórios do Descoberto e de Santa Maria, com classificação em três faixas que orienta a gestão da água

Os reservatórios de água do Distrito Federal estão cheios, o que garante segurança hídrica ao DF. Um painel disponibilizado no site da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa) mostra que, nesta segunda-feira (20), o Descoberto está com 100% de sua capacidade hídrica e Santa Maria com 99%. Esses números indicam que houve uma mudança consistente na forma de gestão dos recursos hídricos, o que reflete em reservatórios cheios o suficiente para o abastecimento da população.

“A Adasa cumpre sua função de manter elevado nível de gestão para que a população do DF nunca mais precise se sacrificar com racionamentos”, afirma Raimundo Ribeiro, diretor-presidente da Adasa. O cenário atual não é só resultado de um período chuvoso favorável, mas também de uma mudança na forma como esse recurso é gerido. As ações da agência são voltadas para o uso sustentável dos recursos hídricos e para a operação integrada dos sistemas Santa Maria/Torto, Paranoá, Descoberto e Corumbá IV.

O período de estiagem no DF, com seca bem definida, continua sendo uma realidade, mas hoje a gestão trabalha preparada em articulação com os produtores rurais por meio de marcos regulatórios para a garantia da manutenção das atividades agrícolas.

Em comparação com a crise hídrica que enfrentamos entre 2016 e 2018, os sistemas estão integrados e, além disso, ainda há o aporte do Corumbá IV.

A Adasa ainda evoluiu na regulação e passou a adotar curvas de referência para acompanhar os níveis dos reservatórios. Elas são atualizadas a cada ano e passaram a incluir os chamados estados hidrológicos, que indicam a situação dos reservatórios e ajudam na tomada de decisão.

Os estados hidrológicos são divididos em três faixas: verde, sem restrição de uso; amarelo, que indica alerta e exige algumas regras; e vermelho, que representa situação de escassez hídrica.

Para cada nível, há medidas previstas. No amarelo, por exemplo, há intensificação da fiscalização e ações para reduzir o consumo. No vermelho, podem ser adotadas medidas mais rigorosas, como campanhas mais fortes e até a possibilidade de racionamento de água.

Desde 2017, a população também passou a ter acesso direto às informações sobre os níveis dos reservatórios, por meio de painéis disponibilizados pela Adasa. A iniciativa reforça a transparência e estimula o engajamento da população no uso consciente da água.

Agência Brasilia

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