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Estiagem e nº de queimadas mostram que seca será severa no DF em 2024

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Aumento de 13 para 69 casos indicam forte seca em 2024 e acende alerta

Imagem colorida de um incêndio em uma área de mata

O ano de 2024 registra um aumento considerável no número de casos de incêndios florestais. Dados de janeiro a maio mostram que já houve quatro vezes mais queimadas no Distrito Federal em comparação ao mesmo período de 2023. A crescente é reflexo de um ano seco e quente, e acende um alerta para os próximos meses.

Para o presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer, a alta nos termômetros influenciou para mais queimadas. Nemer relembra que a média do último verão (dezembro de 2023 a março de 2024) ficou acima do esperado, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). “A média da temperatura máxima foi de 22,8ºC, 0,9 graus acima do esperado, que é 21,9ºC. A temperatura mínima foi de 19,3ºC, 1,1ºC acima do normal”, justifica.

Em contato com a reportagem, o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF) alegou que seu sistema de banco de dados está passando por migração e, por isso, não conseguiu informar dados referentes a incêndios em 2023 e 2024. O novo comandante-geral, Sandro Gomes, assegura, entretanto, que a corporação está preparada para combater as queimadas futuras.

“Na próxima semana, nós vamos lançar a Operação Verde Vivo, que vai contar com mais de 600 homens. É uma ação montada justamente para amenizar os incêndios no Distrito Federal”, afirma Gomes. “Eu sou um especialista na área, tenho curso de incêndio florestal em 1998, e a preservação ao meio-ambiente será prioridade”, promete.
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Casos se quadruplicaram em relação ao ano passado

Novo comandante-geral do CBMDF assegura que a tropa está pronta para as próximas ocorrências
Na próxima semana, inicia-se a Operação Verde Vivo, de combate a incêndios florestais

Mais de 50 dias sem chuva

O Instituto Nacional de Meteorologia aponta que a estiagem começou mais cedo no DF em 2024. Houve chuvas significativas nos primeiros quatro meses do ano, mas, em maio, a seca derrubou os índices de maneira expressiva. Já não chove há mais de 50 dias na capital — a última vez foi em 23 de abril.

“A média de chuvas para maio, que já é um mês onde quase não chove, é de 27 milímetros. Em 2023, o número foi de 32,1 mm; já neste ano, foi de 0mm”, analisa o meteorologista Heráclio Alves, do Inmet. Um milímetro de chuva equivale a um litro d’água por metro quadrado.

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Inmet prevê índices de chuva abaixo da média em 2024

Nos primeiros meses do ano, porém, choveu bastante

Cuidados

Heráclio alerta que a combinação de temperaturas altas, umidades relativas do ar baixas e vegetação seca é favorável para que surjam incêndios. “Além disso, os ventos ficam mais fortes no período de estiagem e ajudam a propagar o fogo mais rapidamente”, explica o meteorologista. “Uma bituca de cigarro, um carvão mal apagado daquele churrasco que se faz em casa e um lixo queimado incorretamente, por exemplo, podem dar início a uma queimada de grandes proporções”

Neste sentido, o presidente Rôney Nemer, do Brasília Ambiental, pede que a população mantenha os cuidados já conhecidos, como não jogar bitucas de cigarro pela janela. “E para as pessoas que têm autorização [para fazer queimadas controladas], façam com cuidado, num dia em que não estiver ventando muito, porque pode ocorrer de o vento forte propagar uma pequena fagulha e causar problemas”, alerta Nemer.

Apesar de um 2024 mais seco em relação a 2023, a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) afirma que, até o momento, a capital não corre riscos de sofrer com desabastecimento de água. O órgão explica que, durante a seca, há, sim, uma baixa nos níveis das bacias do Descoberto, Santa Maria e Corumbá IV, mas que trata-se de um declínio natural.

“Apesar do início do rebaixamento das reservas de água, informamos que o somatório dos volumes observados encontram-se dentro do esperado para o período”, informa o órgão. Atualmente, o reservatório do descoberto está com 98,7% de volume útil, e o de Santa Maria, 60,8%.

A Adasa pede ainda que “todas as instituições, órgãos de governo, setores produtivos e sobretudo a população mantenham postura consciente e responsável com relação ao uso da água”.

Metrópoles

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