Guerra no Oriente Médio define decisões do FED e do Copom

Data:

Conflito é citado como uma das principais incertezas de cenário, pelo impacto que pode ter nos preços de commodities, especialmente o petróleo, e preços de ativos

O Copom e o Federal Reserve confirmaram as expectativas. Nos Estados Unidos, a taxa de juros de referência foi mantida entre 3,5% e 3,75% a.a, na segunda pausa seguida nos cortes. No Brasil, o Copom cortou a Selic em 0,25 ponto para 14,75% ao ano, como já apostava a maior parte do mercado. A decisão confirmou a sinalização da reunião anterior, de início do ciclo de cortes, mas com um corte moderado.

Nos dois casos, a guerra no Oriente Médio é citada como uma das principais incertezas de cenário, pelo impacto que pode ter nos preços de commodities, especialmente o petróleo, e preços de ativos, como as pressões pontuais sobre o dólar, no Brasil. O receio é de um desvio na trajetória prevista para a inflação, de uma desancoragem das expectativas de convergência para a meta. O mercado aqui já elevou a previsão do IPCA deste ano para 4,10%.

Mas o Copom voltou a citar antigas preocupações, como a resiliência da inflação de serviços e a política fiscal doméstica, em que estímulos do governo e dúvidas quanto à evolução das finanças públicas podem interferir nos preços, nos ativos e, como consequência, na própria política monetária.

De qualquer modo, o Comitê julgou apropriado dar início ao ciclo de calibração da política monetária, como citou no comunicado, na medida em que o período prolongado de manutenção da taxa básica em patamar contracionista propiciou evidências de desaceleração da atividade econômica.

A decisão de reduzir a taxa básica para 14,75% foi avaliada como compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta em horizonte relevante. Meta de 3%, em um horizonte que vai até 2028. Mas deixou em aberto os futuros passos, vinculando as próximas decisões a uma maior clareza quanto à profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como os efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo.

O FED, que sinalizou a possibilidade de mais um corte de 0,25 este ano, admitiu que foi discutida eventual necessidade até de elevação dos juros, a depender da evolução do atual cenário de incertezas. No Brasil, o direcionamento da política monetária também vai depender muito do quanto o atual cenário poderá interferir na trajetória de inflação.

JP NEW

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Mais como isso
Relacionado

Reforma da Ponte Honestino Guimarães e obras de recapeamento melhoraram a mobilidade no Lago Sul e região

Reformas em pontes, drenagem, segurança e reestruturação em áreas...

GDF começa a reformular a Nota Fiscal de Serviços (NFS-e)

Novo modelo entra em vigor em 30 de abril....

Nunes Marques é eleito presidente do TSE

Mandato será de dois anos; posse está prevista para...

Celina Leão indica Elie Chidiac para a presidência da CEB

A mudança integra o planejamento da nova gestão da...
Sair da versão mobile