GDF envia à Câmara Legislativa projeto para fortalecer capital do BRB

Data:

Proposta autoriza reforço patrimonial e operações financeiras de até R$ 6,6 bilhões

O Governo do Distrito Federal enviou à Câmara Legislativa, nesta terça-feira (24), um substitutivo ao projeto de lei que autoriza medidas para reforçar a estrutura financeira do Banco de Brasília (BRB). A nova versão reduziu de 12 para nove o número de bens imóveis à dispoção da instituição e passou a autorizar a realização de operações financeiras, inclusive com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), até o limite de R$ 6,6 bilhões, conforme as regras do Sistema Financeiro Nacional.

Segundo o governo local, o objetivo é garantir que o banco mantenha níveis adequados de capital e liquidez, em conformidade com as exigências do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central do Brasil. “O BRB é responsável por apoiar políticas públicas de crédito, fomentar o desenvolvimento econômico local e operar serviços bancários da própria administração pública”, descreve a exposição de motivos, assinada pelo secretário de Economia, Daniel Izaias de Carvalho.

No documento, o gestor destaca ainda que, como acionista controlador, o Distrito Federal tem o dever de assegurar a solidez patrimonial da instituição. “Incumbe ao Distrito Federal zelar pela solidez patrimonial da instituição, garantindo a adequada observância dos requisitos prudenciais estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central do Brasil, especialmente aqueles relacionados a capital regulatório, liquidez e limites operacionais”, acrescenta.

Na prática, o texto cria instrumentos legais para que o Executivo possa recompor, ampliar ou reforçar o patrimônio do banco, com base em avaliação técnica e nas condições de mercado.

Lista de bens

O projeto também autoriza a utilização de nove bens imóveis pertencentes ao Distrito Federal e a empresas públicas como Terracap, Novacap, CEB Ipes e Caesb. “Essa nova lista é resultado de uma discussão ampliada com os técnicos da Terracap para permitir maior eficiência das soluções a serem apresentadas”, afirmou o titular da pasta, ao comentar a retirada de três imóveis do texto enviado na sexta-feira passada (20).

De acordo com o secretário, o texto deixa claro que não há venda automática de imóveis. “A proposta não determina a alienação imediata de qualquer bem. Ela apenas autoriza o governo a adotar medidas, se necessário, com base em critérios técnicos e dentro da legalidade”, destacou.

Caso haja eventual alienação, o projeto exige avaliação prévia de mercado, compatibilidade com o interesse público, respeito às normas urbanísticas e observância das regras de transparência e governança.

Confira os imóveis listados no projeto:

  • SIA Trecho Serviço Público, Lote F (Caesb);
  • SIA Trecho Serviço Público, Lote G (Distrito Federal);
  • SIA Trecho Serviço Público, Lote I (Distrito Federal);
  • SIA Trecho Serviço Público, Lote H (Distrito Federal);
  • SIA Trecho Serviço Público, Lote C (CEB);
  • SIA Trecho Serviço Público, Lote B (Novacap);
  • Taguatinga, QD 3, Conjunto A, Lote 1 (Distrito Federal);
  • Setor de Áreas Isoladas Norte (SAIN) – Antigo Lote da PM (Distrito Federal);
  • Gleba A, com 716 hectares (Terracap).

Com informações da Secretaria de Economia

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Mais como isso
Relacionado

GDF anuncia contingenciamento com cortes em contratos, aluguéis de carros e frota de veículos

Medidas foram apresentadas a deputados distritais e incluem revisão...

Governo estima salário mínimo de R$ 1.717 para 2027

Atualmente, o salário mínimo é de R$ 1.621, após...

De gestora a torcedora

Após breve visita ao Restaurante Comunitário da região, ex-secretária...

Reforma da Ponte Honestino Guimarães e obras de recapeamento melhoraram a mobilidade no Lago Sul e região

Reformas em pontes, drenagem, segurança e reestruturação em áreas...
Sair da versão mobile