Bolsonaro se torna o primeiro presidente da República a ser condenado por tentativa de golpe de Estado

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A Corte reconheceu que o grupo foi mentor de uma organização criminosa, que buscava a perpetuação no poder, por meio de autogolpe ou impedindo a posse do presidente Lula, eleito em 2022

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), por 4 a 1, por liderar uma tentativa de golpe articulada entre 2021 e 2023. A decisão marca a primeira vez na história do Brasil em que um ex-chefe de Estado e militares são condenados por atentar contra a democracia.

A Corte reconheceu que o grupo foi mentor de uma organização criminosa, que buscava a perpetuação no poder, por meio de autogolpe ou impedindo a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito em 2022. Os ministros entenderam que a organização criminosa liderada por Bolsonaro realizou atos executórios para concretizar o plano. A condenação atende a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Além de Bolsonaro, a Corte condenou todos os outros sete réus que compõem o chamado “núcleo crucial” da organização criminosa acusada pela PGR. As penas serão fixadas em momento posterior, que pode ser após a conclusão do voto do ministro Cristiano Zanin ou nesta sexta-feira (12).

Veja quem são os réus

– Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;

– Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;

– Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;

– Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);

– Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;

– General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);

– General Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;

– General Braga Netto, vice na chapa de Bolsonaro em 2022.

O grupo foi condenado por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. As penas, somadas, podem chegar a 43 anos, mas essa calibragem será feita em seguida.

A condenação tem como base uma lei sancionada pelo próprio ex-presidente em 2021. A medida substituiu a Lei de Segurança Nacional (LSN), da época da ditadura, por novos crimes – entre eles abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, que foram imputados aos réus.

 

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